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Quinta-feira, 15 de Setembro de 2005
Uma Apologia dos Ociosos, de Robert L. Stevenson
De Robert L. Stevenson tinha lido apenas uma versão abreviada e ilustrada de A Ilha do Tesouro e Dr. Jekyll and Mr. Hyde. Há dias encontrei este Uma Apologia dos Ociosos, editada pela &etc. (belíssima capa, além do mais - mas não encontrei imagem). São dois textos, publicados na altura em jornais, deliciosos e cheios de subtileza - um sobre o valor do ócio, outro sobre o prazer da conversa. A biografia do autor, na introdução, aguçou-me a curiosidade ainda mais: não fazia ideia do que fora a vida deste homem, que embarcou para os EUA atrás da mulher que amava, casada, e acabou a sua vida nas ilhas dos mares do Sul, tendo escrito sobre a história e vida locais. Tenho um fraquinho pela relação especial dos séculos XVIII e XIX com os mares do Sul.

Aqui ficam uns pequenos excertos, para abrir o apetite. E, já agora, a citação que Stevenson coloca como epígrafe a Uma Apologia dos Ociosos (de Boswell, Life of Johnson):
Boswell: "A ociosidade gera o tédio."
Johson: "Assim é, Senhor, porque, estando os outros ocupados, falta-nos companhia; pelo contrário, se estivéssemos ociosos, não sentiríamos tédio, entretinhamo-nos uns com os outros."


De Uma Apologia dos Ociosos:

"Actividade intensa, quer na escola quer na universidade, em todas as ocasiões, é sintoma de uma vitalidade deficiente, enquanto que a capacidade de ócio implica um grande apetite e uma consciência aguda da identidade própria. Há por aí uma espécie de gente morta-viva, vulgar, que pouca consciência tem do viver excepto quando exerce alguma actividade convencional. Levem esses sujeitos para o campo, ou metam-nos num barco, e vereis como anseiam pela secretária ou pelo gabinete. Não manifestam curiosidade; não se deixam impressionar por aquilo que o acaso lhes coloca no caminho; não têm prazer em exercer gratuitamente as suas faculdades; e, a menos que a Necessidade os empurre à paulada, não mexem um dedo. Não serve de nada falar a indivíduos desta espécia; são incapazes de manter-se ociosos; a sua natureza não é suficientemente generosa; e passam em estado comatoso as horas que não dedicam à tarefa furiosa de enriquecer."

De Conversa e Conversadores (descrevendo um tipo de conversador):

"Não sei o que é mais notável: se a lucidez insensata das suas conclusões, a eloquência cheia de humor da sua verve ou a força do seu método, o qual consiste em fazer passar a existência no seu conjunto sob a lupa do assunto abordado e em misturar, como um deus ébrio, a salada da conversa. Ondula como uma serpente, dardeja mil centelhas irisadas como um caleidoscópio ao ser agitado, transmigra fisicamente para as opiniões dos outros e assim, num piscar de olhos e num arrebateamento inebriante, devolve as questões e atira-as aos nossos pés esvaziadas de substância como um mágico triunfante."
publicado por AG às 23:51
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2 comentários:
De Anónimo a 16 de Setembro de 2005 às 11:07
também não resisti ao livrinho :)cristina
(http://www.last-tapes.blogspot.com)
(mailto:)
De Beatriz a 25 de Janeiro de 2012 às 19:18
Eu também, li a apologia dos ociosos recentemente, e achei genial!

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