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Quinta-feira, 27 de Janeiro de 2005
Ainda menos, muito menos que isto (modo citação-tradução)
INVENTÁRIO

Este é o meu boné,
este o meu casaco,
aqui a lâmina da barba,
numa bolsa de linho.

Lata de conserva:
o meu prato, o meu copo,
na folha-de-flandres
risquei o meu nome.

Risquei-o com
este prego precioso
que escondo de
olhares cobiçosos.

Na bolsa do pão está
um par de meias de lã
e outras coisas, que
não revelo a ninguém,

assim serve-me à noite
como almofada.
Este cartão, aqui, fica
entre mim e a terra.

A mina de lápis
é aquilo de que mais gosto:
de dia escreve-me versos
que imaginei à noite.

Este é o meu bloco de notas,
este o meu pano de lona,
esta é a minha toalha,
este é o meu cordel.


(Inventur, de Günter Eich. Coloco, reticente, esta tradução, que é minha, porque há uma, creio que do João Barrento, que deve estar na Rosa do Mundo. Mas o dia é hoje, e não tenho a outra tradução à mão).
publicado por AG às 13:46
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