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Quarta-feira, 14 de Setembro de 2005
A cada dia o que lhe é devido
E hoje era dia de sair por Lisboa e fotografar as bicicletas da cidade - as bicicletas secretas da cidade.
publicado por AG às 16:16
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Segunda-feira, 12 de Setembro de 2005
Pode não ser o fim do mundo
Mas é o fim do Verão.
publicado por AG às 00:03
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Sexta-feira, 9 de Setembro de 2005
Andam outra vez a brincar com coisas sérias!
publicado por AG às 15:05
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Quarta-feira, 7 de Setembro de 2005
O sal e a pimenta da língua: as palavras que a si mesmas se designam
Não são muitas, mas existem: palavras que são o espelho de si mesmas. Aquelas que, por uma conjugação extraordinária de sugestividade fonética e significado quase inefável, são a sua melhor descrição. Encontrei, até hoje, dois exemplos: catita e mirabolante. Catita é uma palavra catita; mirabolante é uma palavra mirabolante. Desdobram-se assim, replicando-se até ao infinito. Palavras de onde saímos para descobrirmos que voltámos afinal a entrar nelas, rodeadas de mundo por todos os lados menos por um: e nesse está o seu próprio sentido. Ambas as palavras que referi estão injustamente esquecidas. Urge recuperá-las para o repertório da nossa comunicação quotidiana. Até porque talvez sejam palavras assim que nos abrem portas para outros mundos.
publicado por AG às 02:46
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Terça-feira, 6 de Setembro de 2005
Modo itação: Gunnar Ekelöf
Sozinho, sozinho, dizes que estás sozinho -
mas o príncipe de Emghion diz:
Primeiro eu amava Sherazade
e os seus contos
depois Dinarsad, a sua irmã mais nova,
depois a criada dela,
depois o amante da criada, um núbio
e então o seu engraxador
E quando me pus de joelhos
e lambi a graxa dos seus dedos
amei a poeira
e bebi uma golfada de ar tão funda
que tudo para mim enegreceu.



Gunnar Ekelöf (trad. Vasco Graça Moura), em 21 Poeta Suecos, antologia coordenada por Ana Hatherly e Vasco Graça Moura, ed. Vega
publicado por AG às 10:14
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Segunda-feira, 5 de Setembro de 2005
O rei do engate e a brasa do dia
O Rei do Engate e A Brasa do Dia foram as secções que abrilhantaram o jornal 24 Horas este Verão. Uma página - a quarta - para dois jovens escolhidos a dedo por esse país fora. Elas, banhistas ou barwomans. Eles, nadadores-salvadores ou, uma ou outra vez, barmen. Havia mesmo um camionista de farto bigode. Confesso que me tornei fã. O 24 Horas, como outras coisas genuinamente más, é viciante, e tenho a sorte de o ter à disposição, entre outros jornais mais sérios e entediantes, no meu local de trabalho.

Poucas vezes li A Brasa do Dia, mas falhei raramente O Rei do Engate. Cada um deles explicava as suas técnicas de engate: atirar pedrinhas às meninas e depois ir lá pedir desculpa, lançar piropos como Tu transformas esta praia numa passerelle! e outras coisas deste calibre. Fiquei deprimida - não tanto com a técnica em si, mas com o sucesso obtido, e com a aparente obsessão das brasas seduzidas pelo uniforme de nadador-salvador. Como dizia um dos reis: parece que tenho mel nos calções.
publicado por AG às 22:47
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I don't know. I don't know.
É a revolta dos repórteres da Fox (sim, da Fox!), em New Orleans. A esse propósito, um artigo da BBC News.
publicado por AG às 12:02
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Domingo, 4 de Setembro de 2005
O duo (para os mais distraídos)
A baixista da Janela Indiscreta e o vocalista do Quartzo juntaram-se. É um grande álbum.
publicado por AG às 22:01
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A juntar ao mealheiro
No Hamlet, a palavra 'galinhola' surge duas vezes - duas.
publicado por AG às 21:40
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A Ilíada acabou, mas
A leitura da Ilíada acabou. As minhas gatas ficaram contentes com isso, porque o livro ocupava muito espaço - o espaço DELAS - ao lado do computador. E no entanto, tinha boas esquinas onde roçar a cabeça.

Pela minha parte, àqueles que queiram ler o livro posso apenas assegurar que vos esperam surpresas espantosas. Algures depois deste livro (e de outros que não conheço, imagino) parece ter secado a árvore dos livros em que cada coisa é tão múltipla quantos os homens que a vivem, e ainda quanto o ânimo que a cada momento dá alento a esses homens. O guerreiro mais valoroso leva a cabo façanhas espantosas, e mais tarde foge de medo à frente do seu inimigo. Não há receio das contradições, porque a história e a alma dos homens e das mulheres da Ilíada englobam tudo isto, sabem que tudo isto existe, e de uma forma que nos força o espírito e que custa, por vezes, conciliar.

Há o riso dos homens e dos deuses. Há os cavalos imortais de Aquiles que choram Pátroclo. Há Príamo, porventura a personagem mais grandiosa e mais humana. Há a descrição longa do escudo que Hefesto forja a Aquiles, uma das coisas mais espantosas que já li. Há a ira, a guerra, a crueldade, a morte a cada instante, e o amor profundo - o dos esposos e o dos companheiros de armas.

Depois, há certas imagens - se o nosso cérebro fosse feito de ossos, eu diria que são imagens que nos fazem estalar os ossos do cérebro: Alexandre no seu leito, esperando Helena, como se tivesse acabado de dançar; as palavras de Ulisses como flocos de neve a cair; a alegria que enche o coração dos homens como a chuva que faz crescer o grão de trigo; as palavras apetrechadas de asas (uma das fórmulas inúmeras vezes repetidas); o duelo entre guerreiros comparado a um namoro ou uma cópula; a cabeça do herói que tomba como uma papoila pesada.

O único problema, teminada a leitura, é decidir o que se lê a seguir.
publicado por AG às 21:38
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