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Segunda-feira, 8 de Dezembro de 2003
Da beleza dos homens
durer_selbst2.jpg

O que seja a beleza, no entanto, não sei dizê-lo.
(Albrecht Dürer, Schriften und Briefe, ed. da Reclam [Escritos e Cartas])
publicado por AG às 20:44
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O Ciúme
Eu já suspeitava, e a cada dia sinto-o mais e de forma quase palpável: a minha gata tem vindo a trocar o meu colo pelo teclado do computador. Mesmo quando eu não vejo, ela deixa uma pista distraída: a tecla 'num lock' activada. Hoje, pela primeira vez, fê-lo à minha frente.
Temos de saber perder com dignidade. As máquinas avançam.
publicado por AG às 19:53
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As Criaturas: o Marreco que não era marreco
Na carruagem de metro há um marreco que grita:
'Eu não sou marreco!'.
Anuncia cada estação que passa ('eu não sou marreco!'). Reza um Pai-Nosso, versão integral. Chegamos ao Cais do Sodré, e cita sem hesitação - próxima paragem: Cais do Sodré. Estação terminal. Há ligação com a linha verde. Os senhores passageiros deverão abandonar o comboio.
'Eu não sou marreco!'
publicado por AG às 19:45
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Sinais do Tempo
Meço a passagem dos dias pelas datas dos prazos de validade dos iogurtes.
publicado por AG às 18:47
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Modo citação: Hanna Arendt
A emancipação do trabalho e a concomitante emancipação das classes trabalhadoras em relação à opressão e à exploração significaram certamente progresso em direcção à não-violência. Muito menos certo é que tenham representado progresso também na direcção da liberdade. Nenhuma violência exercida pelo homem, excepto a empregada na tortura, pode igualar a força natural com que as necessidades da vida compelem o homem.

A Condição Humana, ed. Relógio d'Água
publicado por AG às 18:22
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Da beleza das mulheres
Há que perder o pudor de falar de certas coisas. De falar de mulheres bonitas. Dizer, com Ingres, que 'jamais um cou de femme n'est pas trop long'. Aplaudir os 'Seios' de Ramon Gomez de la Serna. A beleza conjura contra os nossos pudores e contra a geometria que construímos em seu torno, na esperança de torná-la apresentável e poder levá-la a conhecer os nossos pais. Ah, mas sim, a beleza física das mulheres (noutro dia direi o mesmo, mas dos homens, para que não pareça suspeito). Como uma gota de água. (E mais não digo, que parece mal)
publicado por AG às 17:48
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Sábado, 6 de Dezembro de 2003
Há alguém a subir as escadas
Estou sentada, de costas para as escadas. Há pouco ouvi um barulho lá em baixo - a minha gata esqueceu por momentos a sua tarefa interminável de amassar no meu colo uma massa de pão que existe algures na sua cabeça, uma receita cujos ingredientes prefiro nem imaginar - devagar, como seria de esperar do prazer caseiro de um gato - e espetou as orelhas na direcção dos degraus. Foi um barulho, e nada mais, penso eu, mas espreito, pelo sim, pelo não. Não é ninguém.
Já passou - há algum tempo - e então porque continuo eu a sentir a sombra que sobe as escadas? Está perpetuamente a subir as escadas; sempre que penso nela (basta um segundo de silêncio, qualquer coisa que quebre o ritmo da tarde, para que eu pense nela) sobe as escadas, como se as escadas crescessem do centro para as extremidades, criando sempre novos degraus - como se os degraus nascessem de cada novo passo seu. Sempre nos mesmos degraus, e sempre a aproximar-se de mim, passo a passo, sem um ruído, apenas uma presença que aperta o ar de encontro às minhas costas. A escada está escura, mas, se eu virar a cabeça, consigo ver a sombra que se afunda em direcção aos primeiros degraus. Daquela sombra pode nascer qualquer coisa, daquela sombra e de um pequeno ruído que até a minha gata estranhou. Eu fico, sentada, toda a tarde, a ler, a escrever, a desenhar remoinhos no pelo de Inverno do bicho, de costas para as escadas.
publicado por AG às 18:53
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