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Segunda-feira, 31 de Maio de 2004
Aviso aos banhistas
Amantes de praias e de Verão, ou de praias mesmo sem Verão, não percam no site da Quercus a lista das praias de ouro em Portugal (o nome, enfim... não anda longe da operação Apito Dourado, mas praia é praia).
publicado por galinhola às 17:56
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That's how the light gets in
"Anthem" - Leonard Cohen

The birds they sang
at the break of day
Start again
I heard them say
Don't dwell on what
has passed away
or what is yet to be.
Ah the wars they will
be fought again
The holy dove
She will be caught again
bought and sold
and bought again
the dove is never free.

Ring the bells that still can ring
Forget your perfect offering
There is a crack in everything
That's how the light gets in.


We asked for signs
the signs were sent:
the birth betrayed
the marriage spent
Yeah the widowhood
of every government --
signs for all to see.

I can't run no more
with that lawless crowd
while the killers in high places
say their prayers out loud.
But they've summoned, they've summoned up
a thundercloud
and they're going to hear from me.

Ring the bells that still can ring ...

You can add up the parts
but you won't have the sum
You can strike up the march,
there is no drum
Every heart, every heart
to love will come
but like a refugee.

Ring the bells that still can ring
Forget your perfect offering
There is a crack, a crack in everything
That's how the light gets in.

Ring the bells that still can ring
Forget your perfect offering
There is a crack, a crack in everything
That's how the light gets in.
That's how the light gets in.
That's how the light gets in.
publicado por galinhola às 00:49
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De passagem
Em certas noites há animais que entram pela janela, iludidos por quadrados de luz amarela. Não vale a pena dizer-lhes que não sou eu. Os bichos têm vários tamanhos, mas temo sobretudo aqueles que fazem barulho ao entrar, que se aproximam pelo chão, rápidos e com um riso voraz, pousam na minha mão e começam o seu percurso lento por dentro da pele, à procura de um lugar vazio - bichos de pêlo escuro e curto, que vão avançando por dentro da pele enquanto eu espero que eles passem, porque não há mais nada a fazer. Não há propriamente dor, mas sempre a suspensão da dor, sempre o corpo estranho que provoca a tensão e o arrepio de algo que não nos pertence. Deslizam ao longo dos braços; hesitam por vezes ao chegar ao ombro, de onde seguem ou para a cabeça, saindo depois pela boca (por mais que a feche, e não sabendo se o pior é mantê-la fechada, sentindo-os tactear o caminho, se abri-la, para que saiam rapidamente, mas sentir as pequenas patas cheias de dedos nos lábios e no rosto); ou em frente, continuando pelo outro braço; ou invertem para baixo, avançam ao longo dos flancos ou da barriga, atravessam as pernas e assomam nas rótulas, saltando, pela primeira vez ágeis, e correndo sobre as pernas até aos dedos dos pés, cheirando, e desaparecendo por baixo da porta. Não aprendem - voltam sempre, amanhã ou depois, mais cedo ou mais tarde. Mas não sou eu.
publicado por galinhola às 00:03
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Domingo, 30 de Maio de 2004
Feira do Livro 1 - Este ano não vou gastar dinheiro 0
Cimêncio é uma colecção de dados sobre o sono profundo dos arredores, um poliedro que reflecte as múltiplas faces de um território que nos habituámos a chamar de subúrbio. - assim apresentam Nuno Cera e Diogo Lopes o seu livro, editado pela Fenda. Uma espécie de álbum de pequeno formato, com textos e fotografias sobre os locais da 'desintegração da unidade urbana' - as excrescências das grandes urbes, onde, como bem dizem, a vida se passa, para além dos 'palcos-museu' dos núcleos históricos das cidades.

Do Lavradio ao Centro Comercial Babilónia, na Amadora; do Taguspark à Mealhada, de Alcoitão à Portela de Sacavém, das estações de serviço aos condomínios - as várias paisagens culturais que se multiplicam, geram e degeneram a partir das grandes urbes clássicas estão lá:
Estamos em plena época megapolitana e a sua insígnia é o sprawl, o alastrar das regiões urbanizadas através da rede capilar das auto-estradas que não cessam de se multiplicar, bifurcar, rasgar o território. Observar os seus efeitos nefastos sobre as bases ecológicas é assistir, enfim, ao derramar do edificado e da população sobre o solo num quase estado de entropia. Trata-se de um puro jogo com todas as teorias do caos que nos venderam: ninguém sabe muito bem como será o desfecho destes organismos. No entanto, eles continuam - tranquilos - a expandir-se.
publicado por galinhola às 23:10
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Para as delicadinhas da silva
A propósito dos excertos do manual de civilidade e etiqueta que têm surgido no Quartzo, lembrei-me de um livrinho que me ofereceram (que eu não compro porcarias destas) aqui há anos. Chama-se Manual de Civilidade para Meninas e tem uma capa cor-de-rosa bébé com uma borboleta - só que é da Fenda. O autor, Pierre Louÿs, nasceu em 1870 e morreu em 1925, sifilítico. A introdução do livro lança algumas pistas sobre as venturas, desventuras e tresventuras do autor, mas não vamos por aí. Digamos que, hoje em dia, não seria aceite na SIC Radical. Vamos, antes, por um pequeno excerto. Dizem que tem palavras chocantes, mas eu não sei, não percebo nada do que o senhor diz - eu não sou uma mulher casada, dessas coisas não percebo nada. Escolhi como tema as regras de civilidade para com o Presidente da República porque sim. A seguir vou pôr um post sobre outra coisa qualquer, como a previsão do tempo ou os dilemas da blogosfera, só para este não ficar no topo. Sim, que eu tenho uma reputação a defender.

Com o Senhor Presidente da República

Após terdes sido chamada a recitar um cumprimento ao Senhor Presidente da República, não deveis dizer-lhe ao ouvido, quando ele vem dar-vos um beijinho: "Vem a casa da mamã, que eu faço-te entesoar."

Mesmo que o reconheçais como velho cliente da casa de passe onde prostituis a boquinha, não lhe deveis chamar "bebezinho gordo" à frente da comitiva que o acompanha.

Tão-pouco deveis chamar-lhe "velho sátiro" reclamando-lhe cem mil francos de chantagem em troca da vossa discrição.

Porém, se ele vos mandar buscar em grande segredo e sobre vós se precipitar, a fim de saciar os seus instinos lúbricos, nada vos obriga a deixar-vos violar pelo chefe de Estado.

Se de livre vontade com ele vos deitardes, e se ele vos rogar que lhe façais chichi na boca, não deveis objectar-lhe que um tal acto seria indigno do respeito que lhe deveis. Melhor do que vós conhece ele o protocolo.

Podeis pedir ao Senhor Presidente da República uma madeixa de cabelo, como lembrança dos seus favores; seria porém leviano que lhe cortásseis a pila, a fim de a conservardes como recordação.

Se numa passeata nocturna encontrardes o Presidente da República bêbedo como um cacho, caído na valeta, mandai-o levar para a Assembleia, com as honras que o seu título exige.

Se porém acontecer que o Senhor Presidente da República morra de súbito, quando lhe estiverdes sugando o esperma, podereis contar o sucedido a toda a gente; disso já há precedentes.
publicado por galinhola às 22:52
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Sexta-feira, 28 de Maio de 2004
Profissões com futuro
Domesticador de emails
Limpa-reuniões
Ilusionista de power points
Urgênciacultor
publicado por galinhola às 14:28
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O que é nacional é bom
A Wikipedia tem uma entrada sobre desenrascanço. Começa por Desenrascanço (loosely translatable as "disentanglement") is a Portuguese word used to describe the capacity to improvise in the most extraordinary situations possible against all odds, resulting in a hypothetical good-enough solution.
Sugere-se uma visita à página onde se discute se esta entrada deve ou não estar lá.
publicado por galinhola às 09:30
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Quarta-feira, 26 de Maio de 2004
Eu juro-vos que aprecio realmente isto
'Nós queremos agradecer aos deuses do futebol esta felicidade que nos enche a alma, que põe um país a vibrar. Finalmente, aparece o génio! Finalmente...' (perdi o fio ao resto da conversa...)
publicado por galinhola às 21:22
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Terça-feira, 25 de Maio de 2004
Modo citação: Sylvia Plath
THE DISQUIETING MUSES

Mother, mother, what illbred aunt
Or what disfigured and unsightly
Cousin did you so unwisely keep
Unasked to my christening, that she
Sent these ladies in her stead
With heads like darning-eggs to nod
And nod and nod at foot and head
And at the left side of my crib?

Mother, who made to order stories
Of Mixie Blackshort the heroic bear,
Mother, whose witches always, always,
Got baked into gingerbread, I wonder
Whether you saw them, whether you said
Words to rid me of those three ladies
Nodding by night around my bed,
Mouthless, eyeless, with stitched bald head.

In the hurricane, when father's twelve
Study windows bellied in
Like bubbles about to break, you fed
My brother and me cookies and Ovaltine
And helped the two of us to choir:
"Thor is angry: boom boom boom!
Thor is angry: we don't care!"
But those ladies broke the panes.

When on tiptoe the schoolgirls danced,
Blinking flashlights like fireflies
And singing the glowworm song, I could
Not lift a foot in the twinkle-dress
But, heavy-footed, stood aside
In the shadow cast by my dismal-headed
Godmothers, and you cried and cried:
And the shadow stretched, the lights went out.

Mother, you sent me to piano lessons
And praised my arabesques and trills
Although each teacher found my touch
Oddly wooden in spite of scales
And the hours of practicing, my ear
Tone-deaf and yes, unteachable.
I learned, I learned, I learned elsewhere,
From muses unhired by you, dear mother,

I woke one day to see you, mother,
Floating above me in bluest air
On a green balloon bright with a million
Flowers and bluebirds that never were
Never, never, found anywhere.
But the little planet bobbed away
Like a soap-bubble as you called: Come here!
And I faced my traveling companions.

Day now, night now, at head, side, feet,
They stand their vigil in gowns of stone,
Faces blank as the day I was born,
Their shadows long in the setting sun
That never brightens or goes down.
And this is the kingdom you bore me to,
Mother, mother. But no frown of mine
Will betray the company I keep.
publicado por galinhola às 14:16
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Segunda-feira, 24 de Maio de 2004
Já chegámos? Posso contar-lhes como foi?
Camaradas, não falei! E digo-vos mais.

Quero eu agora em maneira de turista fazer um louvor do concelho de Idanha-a-Nova. Para quem não sabe, fica ali a seguir a Castelo Branco, e faz fronteira com Espanha. Entre outras coisas únicas, tem:
- um cruzamento em que se pode optar por seguir para Eugénia, Salvador ou Maria Martins

- um fotógrafo que faz recuperação de fotografias antigas e 'junções com várias cabeças'

- uma pequena igreja com uma banca de gelados 'Olá' à entrada

- queijo, muito e bom

- a suavidade de chegar a Idanha-a-Velha; refiro-me à chegada, em si, porque a aldeia parece um umbigo no cimo da colina e tem belíssimas oliveiras à entrada

- e uma série de locais de designado interesse histórico e paisagístico, como Monsanto e Penha Garcia (onde há uma escola de escalada)



É uma zona excelente para caminhadas (há vários percursos assinalados, alguns deles parte da Grande Rota europeia, que parte da Roménia e termina em Portugal), para passeios de bicicleta e, para quem tiver espírito de busca, alguns rios e barragens que dão para uma bela banhoca. Last but not least, as pessoas são extremamente simpáticas e prestáveis, e nos postos de turismo ajudam mesmo.

A câmara e algumas entidades de Idanha têm dinamizado uma série de actividades de desporto e turismo integrado na natureza da região, uma das mais desertificadas do país, e vale a pena estar atento ao site. E, para quem gosta de actividades realmente radicais, há sempre as termas de Monfortinho, cujo pessoal é muito, mas mesmo muito simpático e eficiente.

Isto, é claro, contaram-me, porque lá nos extra-terrestres onde estive não havia nada disto. E muito menos queijo. Nem bolos de arroz. Sim, porque eu não falei.
publicado por galinhola às 20:06
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