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Sexta-feira, 30 de Janeiro de 2004
Daqui para a frente
Em Ser e Ter há, é certo, esse mundo da infância e das suas criações, alegrias e perdas de um instante, e a mão e a voz do professor que vai guiando toda essa constelação de pequenas pessoas que são já, cada uma por si, um mundo.

Mas mais do que isso, assombraram-me três momentos que fazem já parte de uma outra idade: a conversa com Olivier sobre a doença do pai; a conversa do professor com Nathalie, a propósito dos problema de comunicação e relacionamento desta; e o rosto do professor, no final, quando os alunos se vão embora. Qualquer deles é um momento de coisas que não se dizem (e o último é quase um requiem).

Fixei-me na conversa com Nathalie: esse momento terrível, revelador do que é a última fase da infância - o momento em que descobrimos, em que temos a certeza, de que estamos sozinhos. Meninas sozinhas perdidas no mundo e dentro de si, como dizia um título do Vinicius (embora provavelmente num sentido diferente, mas isso não importa). Nathalie não diz nada. Nathalie limita-se a chorar e a assentir ao que o professor vai dizendo. Compreensão nenhuma, carinho nenhum chegam a esse sítio onde Nathalie se refugiou do mundo, e algo me faz suspeitar, olhando para ela, para os seus gestos e o seu olhar, que ela não acredita que haja lugar para aquilo que ela possa dizer. Que dificilmente virá a saber manusear as ferramentas, ou fazer os passes de magia que lhe permitirão sair dali, e fico com a angústia terrível de que daqui para a frente será sempre assim.
publicado por galinhola às 15:02
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1 comentário:
De Anónimo a 10 de Fevereiro de 2004 às 19:33
eu já há muito, muito tempo que sei isso. não parece mas é a mais pura verdade.Cândida
</a>
(mailto:mcasa86@hotmail.com)

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